segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

ENTREVISTA COM MIRIAM APARECIDA DA ROCHA JOAQUIM
ARTES VISUAIS EXPOSIÇÕES EM JOINVILLE

PROF. ARTES VISUAIS E HISTÓRIA DA ARTE
ESCRITORA
CURADORA
ARTETERAPEUTA



Artes Visuais Exposiçoes em Joinville





Curadoria em Joinville

Exposição Verariane
Artistas Vera Mattar e Ariane Krelling



Um salve aos amigos da boa arte!
Com muita alegria e satisfação que compartilho com vocês uma conversa super agradável que tivemos com a curadora Miriam da Rocha, onde abordamos alguns assuntos importantes relacionados a profissão de Curador de Artes, tema de grande valia para o nosso blog Artes Visuais Exposições em Joinville, vamos neste papo com a querida Miriam saber da grande importância que um curador tem em todo o processo para que uma exposição aconteça com perfeição. Nossa conversa aconteceu na Doce Encanto Confeitaria, lugar super aconchegante com muitas delícias que fica ali na Rua Benjamin Constant.


Miriam Aparecida da Rocha Joaquim. Professora de história da arte, escritora, curadora e arteterapeuta.
Formada em Educação Artística pela UNIVILLE, em História da Arte pela Escola de Artes Fritz Alt, em Contação de Histórias pelo SESC Joinville e pela UFMG. Pós-graduada em Educação Infantil e séries Iniciais pela IBPEX-UNIVILLE e em Arteterapia pela CENSUPEG.
Iniciou sua carreira como secretária. Atuou no magistério lecionando para todas as séries desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Foi/é contadora de histórias. Faz curadorias independentes. Fez curso em curadoria através do Portal da Educação. Participou nas Feiras do Livro de Ponta Grossa, de Florianópolis e de Joinville. Como escritora tem seis publicações na área infanto-juvenil e um conto adulto.



LUCIANO SANTOS ITAQUI - Explique para nós o trabalho de curadoria.
MIRIAM DA ROCHA - Exitem várias linhas de trabalhos curatoriais, o meu trabalho de curadoria ,consiste em conhecer o artista, geralmente é o artista quem me chama , vejo a obra dele, e tento ver uma linha de pesquisa em seus trabalhos, então se ele está perdido e não sabe se tem uma linha de pesquisa ou não, o meu trabalho é alinhar as peças pra montar uma exposição, então a minha linha de curadoria não sou eu pensando pelo artista, hoje tem muito curador pensando pelo artista, o meu trabalho como curadora é organizar o trabalho dele porque as vezes ele faz muitas coisas, mas não tem uma organização nesse pensamento dele, então eu o auxilio. O que é o curador? Lá atrás a palavra cura que é padre em espanhol, que é o cuidador, então é o cuidador das obras de artes, então com essa transformação o curador passou a ser o cuidador das obras de artes e do artista, é ele quem organiza, quem vai ver o layot, é esse espaço pra gente fazer a exposição, como expôr , o que colocar e o que não colocar, isso é muito dificil, porque geralmente o artista acha que todas as obras tem que caber, e não é por aí, você tem que ter esse trabalho de convencimento, ver o que cabe, o que tem a mesma linha de pensamento dele,então a gente tem que trabalhar com o artista, para a exposição ficar legal, prater uma linha de pensamento e eu poder escrever sobre isso, porque se não fica muito confuso. Eu sou a auxiliar do artista, aquela que fica por trás, eu promovo o artista. É um trabalho em conjunto. O melhor curador é aquele que ELE não aparece E SIM o artista aparece.



Exposição World Sinfony
Artista Mirian Puerta



LUCIANO SANTOS ITAQUI - A função do curador de arte mudou com o passar dos anos? 
MIRIAM DA ROCHA - Sim, mudou muito porque o curador tinha inicialmente uma função que era esta de primeiramente cuidar das obras, organizar as obras, e nos museus e galerias ele expor, ele via o que dava para expor, porque antigamente as exposições iam do teto ao rodapé, então com o passar do tempo mudou, e com o advento da arte contemporânea, o curador começou a se sobressair mais do que o artista, na minha opinião o curador pode se sobressair mais do que o artista em uma bienal, é ele que esta pensando , é ele que esta recolhendo vários artistas para colocar naquela bienal, então o nome dele ou deles porque geralmente é um conjunto, é importante, tem que seguir uma temática, mas não assim como  os editais de hoje , que você apresenta o seu trabalho, a gente se inscreve aqui para um edital com uma tal temática, todos são selecionados, chegando lá tem um curador , e o curador não quer aqueles trabalhos, aquilo foi só para você entrar, ele tem outra ideia ,e você vai trabalhar para ele, na ideia dele, então lá atrás quando você pensa no movimento dos impressionistas que lutaram tanto para sair das galerias, para sair da mão dos editais  e fazer exposições independes, e agora retorno, ou seja o artista é de novo aquele que tem que ficar dependendo de um edital, principalmente hoje que a arte contemporânea não vende, ou seja como você não vende então o dinheiro tem que vir de outra maneira, e a maneira é depender desses editais. E isso é uma coisa muito própria aqui do Brasil, porque se a gente dar uma olhada na Europa, a arte contemporânea europeia atualmente ela voltou ao desenho , a pintura, a escultura as pessoas cansaram de ver algo que tem que ter um texto enorme e explicativo pra você ver obra de arte, porque as vezes você vê a obra  e não entende nada e acaba que você tem que ler o texto pra entender o que o artista quis dizer, então a arte também não está explicita hoje, o artista está muito voltado pra ele, e isto começou lá em 1917 com Marcell Duchamp, não que o Duchamp queria fazer isso, foi ali que começou isto tudo, onde a ideia fica mais importante que a obra de arte, então ele lançou a ideia,onde ele pega um mictório e nomeia A fonte.



A Fonte 
Marcel Duchamp




Exposição Verariane
Artistas Vera Mattar e Ariane Krelling


LUCIANO SANTOS ITAQUI - Quais as principais características de um bom curador de arte? 
MIRIAM DA ROCHA - Paciência, para trabalhar com o artista, humildade para não querer ser mais importante que o artista, porque ele é o organizador, essas são duas as principais características, e olho clínico também pra poder ver o que é interessante e o que não é pra colocar na exposição, esse poder de convencimento com o artista, convencer ele que nem tudo o que ele fez , não e que não seja bom, é que não condiz com aquele momento, com a temática, com a linha de pesquisa dele.

LUCIANO SANTOS ITAQUI - Quanto tempo você demora pra organizar uma exposição? 
MIRIAM DA ROCHA - Uma exposição bem pensada , demora de seis meses há um ano, tem muita coisa pra pensar e decidir, tem as obras pra ver , por exemplo também se vai ter moldura ou não, o local da exposição, onde a obra vai estar apoioada, se é com prego ou não, a etiquetação, texto, parte de convite, se terá coquetel ou não, no caso do coquetel a maioria opta por ter coquetel,por que é um chamariz, se você fala para as pessoas que tem coquetel elas vão, se você fala que é só a exposição elas não vão, ou seja o brasileiro ele é pego pelo estômago, é raro uma exposição com bom público que não tenha pelo menos um drink.


Exposiçoes em joinville artes visuais


LUCIANO SANTOS ITAQUI - O que uma pessoa que deseja trabalhar como curadora precisa ter em mente para entrar no mercado?
MIRIAM DA ROCHA - Primeiro eu sugiro que busque um Curso de História da Arte, para entender a arte, o processo criativo desde  as cavernas, isso é muito importante saber,tem cursos de curadoria pela internet , cursos muito bons, te dão um apanhado desde o inicio até como hoje na atualidade se trabalha com curadoria. ter conhecimentos, ter intimidade com os artistas, com museus, com galerias, pra ir aos poucos  se ambientando pra poder entrar no mercado de trabalho, isso não acontece do dia pra noite, o meu caso aconteceu por um convite, de um projete que tinha de lançamento de autores e novos artistas e meu nome foi citado, lembro quando recebi o convite , eu me assustei, porém disse que entraria nessa experiência, foi uma surpresa mesmo, porque nunca tinha passado pela minha cabeça ser curadora e aconteceu, meu primeiro trabalho como curadora foi em 2012 com a ceramista Denise Torres.


Miriam da Rocha





LUCIANO SANTOS ITAQUI - Atualmente quais são os mercados mais promissores para atuação de um curador de arte?
MIRIAM DA ROCHA - Mercado promissor aqui em Joinville não tem, que galeria que nós temos? temos apenas a galeria Victor Kursancel e o Instituto Juarez Machado, mas o Instituto Juarez contrata os próprios curadores,ou os artistas já vem com curador, os museus aqui não trabalham com curadoria, os próprios monitores que organizam, e os artistas que trazem seus curadores, mas não existe a função curador nos nossos museus, em nenhum deles. Aqui em Joinville o mercado é escasso, eu trabalho para o artista  independente que me chama.

LUCIANO SANTOS ITAQUI - Algumas mostras/instituições de arte têm programa de jovens curadores. Qual a importância desse tipo de programa?
MIRIAM DA ROCHA - Injetar gente boa no mercado, pra tentar fazer com que aconteça essa valorização das artes e a busca de novos artistas também,porque tem muito artista bom no país que estão nas feiras,e aí aquele que tem o olho clínico vai ir lá e vai descobrir este bom artista.


Luciano santos Itaqui blog

Artes Visuais Exposições em Joinville

Exposição Quanto tempo nós temos?
Artista: Denise Nunes



LUCIANO SANTOS ITAQUI - Qual a função da curadoria para ti nos dias de hoje? 
MIRIAM DA ROCHA - É essa valorização do artista, colocar uma exposição agradável para as pessoas, escrever um bom texto, não que o seu texto tenha que ser mais importante, mas que o seu texto seja agradável para que as pessoas entendam a obra, entendam a importância daquele conjunto de obras , que não seja um texto explicativo, porque tem exposição que tem um texto para cada obra porque se não ninguém entende, e os meus textos geralmente são mais poéticos.


Artes Visuais exposições em Joinville

Exposição World Sinfony
Artista Mirian Puerta


LUCIANO SANTOS ITAQUI - A partir das mostras que já desenvolveu, como percebe a figura do jovem curador no sistema da arte?
MIRIAM DA ROCHA - O jovem curador é muito mais dinâmico, ele  está cheio de vontade de aprender, a gente tem que valorizar isto, as novas ideias tem que ser valorizadas, não é só pegar e pendurar quadro, você tem que ver a cor da parede combina com as telas, eu já cobri uma sala  inteira da AAPLAJ  de tecido preto para valorizar as obras, a gente já cobriu o chão de palha para poder valorizar uma outra exposição porque sem isto perderia o sentido.


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Exposição Quanto tempo nós temos?
Artista: Denise Nunes



LUCIANO SANTOS ITAQUI - Como percebe as funções sociais que as exposições de arte podem assumir? Quais seriam essas formas de atuação na sociedade? Partindo da polêmica exposição "Queermuseu" do Santander Cultural em Porto Alegre.
MIRIAM DA ROCHA - Primeiro a partir de uma exposição como essa, a gente vê como o povo não entende nada de arte, segundo é muito hipócrita, porque eles ligam a televisão para os filhos verem qualquer coisa, mas não sabem ir em uma exposição de arte explicar, eu acho que o Santander pecou apenas em uma coisa, não limitar uma idade e também não colocar uma explicação, como foi o caso da exposição do cara que ficou nu em São Paulo, nesse caso tinha existiu toda uma explicação, foi pedido para não fotografar e filmar, e como as pessoas são mais desagradáveis possíveis, elas vão fotografam e filmam e prejudicam todo mundo. Então falando principalmente do nosso país o povo é inculto e hipócrita. A função social ela é ótima, ela causa debate e reflexão.


Exposições artes visuais em Joinville

Exposição Verariane
Artistas Vera Mattar e Ariane Krelling




LUCIANO SANTOS ITAQUI - E o curador? Que papéis possui nesse processo?
MIRIAM DA ROCHA - O curador da mostra do Santander, ele fez uma exposição que já tinha sido feita, aquelas obras já estavam todas lá, ele simplesmente juntou todas e trouxe para o Brasil, fez uma montagem para as pessoas refletirem e as pessoas não param para pensar em nada do que viram, pensar dá trabalho e as pessoas não querem. O papel é causar reflexão.


LUCIANO SANTOS ITAQUI - Na sua trajetória dentro da arte, como se iniciou a sua atuação como curadora? Como foi e/ou tem sido para você estabelecer uma base formativa para o exercício dessas atividades?
MIRIAM DA ROCHA - É cansativo, tenho que ler muito, tenho que conhecer um pouco de design também e iluminação pra exposição ficar harmoniosa, pra eu ter uma conversa, eu não gosto muito de exposição só quadro e etiqueta, eu gosto de algo mais, quando eu fiz a exposição da artista Vera Matar que foi a Natureza Morta...Viva, a gente fez a exposição e nós montamos uma mesa grande cheia de frutas, então o coquetel era junto com a exposição, ou seja tinha o coquetel e o coquetel fazia parte da exposição. A exposição de São Francisco tinha um altar, montei uma filmagem de várias atrocidades acontecendo no mundo a gente projetou em cima de uma cruz, é muito  estudo, além de você ter que estudar muito História da Arte, o curador tem que estar sempre se atualizando.


LUCIANO SANTOS ITAQUI - Podem ser identificados pontos de ligação entre as exposições que organiza?
MIRIAM DA ROCHA - Não, é bem diferente, e eu respeito muito a linha do artista e não o meu gosto pessoal, é lógico que eu  não vou trabalhar com aquilo que eu não acredito. 


Luciano Santos Itaqui Miriam da Rocha

Blog Luciano santos Itaqui
Exposição Quanto Tempo nós Temos?
Artista Denise Nunes



LUCIANO SANTOS ITAQUI - A partir da sua prática de produção textual, pode-se perceber diferenças na construção de um texto em crítica de arte e de um texto curatorial?
MIRIAM DA ROCHA - O texto curatorial ele vai falar da exposição e não se o artista é bom ou não, ele vai valorizar o artista, é a propaganda do artista que está ali, toda a exposição não importa se é a primeira coisa que você faz ou a última ,mas o texto curatorial ele é importante pra você entender um pouco melhor, mesmo que a exposição se auto explique, mas é bom pra você conhecer o artista.  O texto de crítica ela vai pegar um artista e ele vai dizer todas as inovações que este artista fez, o que ele buscou, as referências dele ou seja tudo referente ao artista e seu trabalho, ou ele vai dizer que esse artista não é bom, porque ele copiou, ou porque ele não teve alguma ideia inovadora, o texto crítico de arte vai neste sentido, aqui em Joinville eu admiro muito o trabalho de crítico do professor Valter Guerreiro.

LUCIANO SANTOS ITAQUI - Como é para você desenvolver os textos das mostras que atua como curadora? Qual é o seu processo de criação textual?
MIRIAM DA ROCHA -  Eu sempre dedico total atenção para a exposição que estou trabalhando no momento,  qual é a temática, a linha de pesquisa, o que o artista quis dizer naquele momento com aquela exposição, a minha conversa com ele é muito importante, eu vou pegando falas dele, e eu introduzo no texto , o que deixa o texto com um toque de intimidade, não precisa ser um texto grandioso, nem com palavras rebuscadas, você tem que pensar que tem que atingir todo e qualquer público, quanto menos rebuscado for mais público você atinge, e todas as exposições que eu montei , eu vi desde crianças a idosos parados e lendo o texto.



Exposições em Joinville Artes Visuais


LUCIANO SANTOS ITAQUI - Que questões, na produção artística contemporânea, mais lhe inquietam?
MIRIAM DA ROCHA - O dizer nada, trazer lixo pra dentro de uma galeria e falar que é arte, isso me incomoda muito.


LUCIANO SANTOS ITAQUI - Poderia comentar sobre uma exposição que visitaste e que considera memorável? O que lhe marcou?
MIRIAM DA ROCHA - Tem várias, mas as duas primeiras que me vieram foi a exposição da Grécia  Antiga na FAAP em São Paulo, foi a primeira vez que eu entrei em contato com a cultura Greco-Romana sem ser nos livros, peças originais, os vasos imensos, as esculturas maravilhosas, enormes. Também tinha um conjunto de Deuses aquilo me emocionou e fiquei com aquela vontade de chorar e uma lágrima escapou,  aí veio um senhor que viu a cena, ele disse:é tão lindo ver uma jovem se emocionar com uma obra de arte, essa foi uma das que marcou. Outra foi a do Monet em 2006 no MASP, sentei no meio daquelas ninfeias e fiquei babando, outra que marcou bastante foi a do Vaticano que foi junto com a Bienal, foi fenomenal, porque não era só a história do Vaticano, contou também a história do povo romano, desde antes de Nero, então foi muito legal, fiquei três horas lá dentro.


Blog Luciano Santos itaqui

Exposição Natureza Morta... Viva
Artista Vera Mattar


LUCIANO SANTOS ITAQUI - Entre as mostras que realizou, há alguma que se destacaria entre as outras? Que considera especial de alguma maneira? Por quê?
MIRIAM DA ROCHA -  É difícil escolher uma, Dois olhares obre Joinville,  foi especial porque a Fernanda Ortiz Machado foi a aluna que comprou minha ideia, desses dez anos de trabalho com História da Arte, a Fernanda transformou o trabalho de sala de aula em um livro e exposição, foi um trabalho conjunto. Foi um trabalho do terceiro ano que se pesquisa artistas de Joinville e aí ela no final teve essa ideia de fazer o livro. Essa exposição , esse trabalho tem um gostinho especial por causa disso.


Artes Visuais Exposições em Joinville

Miriam da Rocha com os artistas Amandos Sell e Ademar César
Exposição Dois Olhares Sobre Joinville



LUCIANO SANTOS ITAQUI - Qual mensagem você deixa aos jovens que queiram seguir na carreira?
MIRIAM DA ROCHA - Estudem, estudem, estudem História da arte, não só História da arte, mas História da Curadoria, História é tudo na vida da pessoa, mas é muito importante conhecer a história e não ser dono dela.

LUCIANO SANTOS ITAQUI - Deixe uma mensagem final ao nosso blog
MIRIAM DA ROCHA - Que esse blog tenha muito sucesso, vida longa, e que vocês realmente possam fazer com que esses artistas sejam mais conhecidos, inclusive para o joinvilense, porque o joinvilense não conhece os artistas que tem, e que surjam novas ideias para o blog, de novas entrevistas, de passeios que vocês façam e tragam novidades, começou como uma sementinha mas reguem para ela não ser uma flor, reguem para ela ser uma árvore!


Artes Visuais Exposições em Joinville

Exposições em Joinville Artes Visuais

Flaviano Ribeiro, Miriam da Rocha e Luciano Santos Itaqui

Professora Miriam obrigado pela gentileza em participar do nosso blog e enriquecer nossa página com seu conhecimento, você é realmente um ser iluminado que consegue trazer ao mundo um grande carisma e representa com nobreza essa vocação de ser professora. O blog ARTES VISUAIS EXPOSIÇÕES EM JOINVILLE, deseja muito sucesso em sua carreira, sempre com muita saúde, paz e alegrias. O espaço desta página está sempre garantido para todo e qualquer trabalho que queira divulgar. Gratidão.





terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

ENTREVISTA AMANDOS SELL
ARTISTA PLÁSTICO 
ARTES VISUAIS EXPOSIÇÕES EM JOINVILLE


Amandos Sell Joinville


Olá amigos da arte em Joinville!
Um SALVE aos grandes mestres das artes plásticas de Joinville!
Hoje estamos muito honrados pois vamos compartilhar aqui com vocês uma entrevista com Amandos Sell, um dos maiores expoentes das artes plásticas da cidade dos príncipes.
Conversamos com Amandos em um lugar tão lindo e colorido quanto as suas telas, nossa entrevista foi na Agrícola da Ilha, no jardim dos Hemerocallis em uma manhã que estava com o céu um pouco nublado, mas isso em nada apagou o brilho deste artista que falou sobre sua carreira, planos para novas exposições e também sobre sua técnica artística, nossa conversa terminou em sua casa, que é uma verdadeira galeria de arte, com obras de sua autoria e também de amigos artistas contemporâneos. 

Amandos Sell Joinville


Na minha pintura utilizo o pontilhismo que são pequenos pontos coloridos e formam as diversas áreas cromáticas do quadro.
Enquadro-me na pintura primitivista e com o cromatismo lírico, uso nuances alegres e vivos, chegando ao resultado de expressão fantástica de cores.


Amandos Sell Joinville


A temática é o paisagismo rural da região próxima de Joinville, onde as casas em estilo enxaimel, arquitetura que os colonizadores alemães trouxeram quando aqui chegaram, e seus jardins,com a riqueza de cores das flores da época, dando vida e leveza ao ambiente. São os destaques preferidos.


Amandos Sell Joinville


Com minha pintura procuro valorizar o homem do campo e seu meio de vida, e registrar essa bela paisagem que a cada ano que passa é agredida e transformada pelo processo do desenvolvimento urbano.
Amandos Sell



Amandos Sell Joinville



Textos críticos:

Numa cidade onde a maioria dos artistas escolheu o desenho como forma de expressão, Amandos aparece sempre preso a pincéis e tintas, com as características de excelente colorista.
Também como traço peculiar, é o mais preocupado em preservar as origens da colonização alemã, na tomada de cenas onde predominam as construções em enxaimel. Talvez por isto, sua pintura tem grande aceitação por parte daqueles que querem levar de Joinville uma lembrança viva e , muitas vezes, comovente.
Amandos Sell é figura obrigatória em qualquer exposição que tenha a intenção de divulgar a cidade onde nasceu.
Harry Laus.


Amandos Sell Joinville


Amandos Sell possui um dom especial de recriar os mundos infantis do nosso tempo já vivido. Suas concepções bucólicas e seu colorido adocicado caracterizam uma arte que se poderia denominar de gratificante e repousante, porque não agride, afaga.
Apolinário Ternes.


Amandos Sell Joinville


Seus temas surgem do mundo em que vive e com quem vive. Como na estrada da Ilha, onde reside, suas telas trazem casas de Enxaimel, pastos com criação, montanhas, rios, e outros aspectos típicos do interior Joinvilense. Suas figuras humanas simplesmente delineadas, parecem portadoras de uma paz metafísica, plenamente integrada no contexto material.
Conotadoras de um lirismo extremamente contagiante, ao alcance de qualquer um, as pinturas de Amandos sell tem sido extraordinariamente solicitadas. E continuaram sendo, uma vez que o artista continua sendo o mesmo Amando Sell.
Alcides Buss


Amandos Sell Joinville



A cor é o universo plástico de Amandos Sell. É por meio delas que consegue, ao longo de sua carreira, expressar a sua visão de mundo estabelecendo, com seus pontilhados característicos, um universo poético em que se destacam elementos como as montanhas, as casas enxaimel de arquitetura germânica e jardins floridos feitos com toda dedicação.

Amandos Sell Joinville

As cores não seguem, porém, um padrão realista e céus e montanhas assumem as mais variadas tonalidades com cores aparentemente chapadas, mas que são oo resultados de sucessivas misturas. Justamente por não trabalhar com as cores puras como vêm dos tubos, Amandos consegue efeitos surpreendentes e encantadores, gerando, no ato de criar grandes áreas cromáticas, uma atmosfera fantástica.

Amandos Sell Joinville




LUCIANO SANTOS ITAQUI - Quando você começou a se interessar por arte e qual foi a reação familiar?
AMANDOS SELL - Desde criança eu sempre gostei de pintar, sempre tive esse interesse pelas cores, quando resolvi que a vida de artista seria minha profissão, a primeira reação da minha família, foi achar que eu era louco, isso no começo, depois todos me apoiaram.O apoio da família e muito importante para o artista.

LUCIANO SANTOS ITAQUI - Qual foi a sua formação artística? 
AMANDOS SELL -  Eu sou autodidata , não tenho formação acadêmica.  



A arte Naïf, ou primitiva, é caracterizada pela simplicidade dos artistas que não têm formação acadêmica, como é o caso de Amandos. 
Com o pontilhismo, Sell dá uma mistura de tons aos olhos dos observadores. Esta técnica, que surgiu na França em 1880, consiste na utilização de pequenos pontos coloridos que, sobrepostos, dão um efeito diferente à composição das cores.
Em suas obras, Sell brinca com as luzes e sombras, que dão um diferencial às suas obras e o tornam um artista único. O reconhecimento por esse diferencial veio em 2010, quando teve sua história contada no livro “Cenas de Arte Naïf de Amandos Sell”, produzido e escrito por Oscar Alejandro Fabian Dambrosio e Walter de Queiroz Guerreiro.


Amandos Sell Joinville



LUCIANO SANTOS ITAQUI - É possível viver só de arte no Brasil? 
AMANDOS SELL - Depende em que lugar que você está, em Joinville já foi mais fácil, eu acho que hoje em dia está mais difícil, e hoje existe várias maneiras, o artista pode se aventurar em feiras, eu particularmente não gosto de feiras. 

LUCIANO SANTOS ITAQUIQual sua opinião sobre os salões de arte? 
AMANDOS SELL - Tudo que vem para ajudar o artista na divulgação do seu trabalho merece ser valorizado.

LUCIANO SANTOS ITAQUI - Como você aproveita o seu tempo livre? 
AMANDOS SELL -  Escuto musica, assisto tv, fico em casa, é difícil ter tempo livre, tenho o jardim , tenho a casa pra cuidar, mas quando tenho um tempinho livre eu gosto de escutar música e gosto de passar, ir pro interior e Campo Alegre, São Bento eu gosto muito.


Luciano Santos Itaqui

Luciano Santos Itaqui





LUCIANO SANTOS ITAQUIQual foi a sua exposição mais importante?  
AMANDOS SELL - Todas são de grande importância,mas acredito que a primeira sempre marca, é difícil escolher uma em especial.


O início foi um pouco devagar, pois o artista ainda não era conhecido no meio. Amandos conta que pintava os quadros e que comentava com os amigos. Até que um deles, que era dono de uma lanchonete, levou um deles.
Foi então que o professor e historiador Afonso Imhof, diretor do Museu do Sambaqui na época, ao ver o trabalho de Sell o encaminhou para o artista Antônio Mir. E assim Amandos foi conduzido por ambos ao mundo da arte ao ser convidado para participar, em 1974, da 4ª Coletiva de Artistas, sua primeira exposição.


LUCIANO SANTOS ITAQUI - Onde as pessoas podem adquirir suas obras? 
AMANDOS SELLPodem ser adquiridas lá em casa diretamente comigo, no endereço Estrada da ilha 310, contato por telefone 997000442.


Amandos Sell Joinville

LUCIANO SANTOS ITAQUIParticipa de alguma Associação Artística? 
AMANDOS SELL -  Não

LUCIANO SANTOS ITAQUI -  Algum projeto para nova exposição?  
AMANDOS SELL - Por enquanto não, eu quero com calma preparar um trabalho mais elaborado, mas não tem data prevista, provavelmente não será em 2018, para fazer uma exposição individual com mais ou menos uns 20 trabalhos, não é muito fácil fazer, e fazer uma exposição com trabalhos já apresentados não é muito legal, a técnica é a mesma, a temática, mas sempre temos que mudar, eu tenho outras ideias de criação, a experiência que vai dizer.

LUCIANO SANTOS ITAQUINa arte, o que é mais importante para criar uma grande obra - a técnica ou o amor?  
AMANDOS SELL - Os dois a técnica você tem que saber dominar bem, porque se você não domina bem a técnica você não vai conseguir fazer um trabalho perfeito, o amor eu acho que se você  não tem técnica o amor não vai aparecer, e uma vez a técnica perfeita, o amor está ali. A técnica é fundamental, o domínio da técnica, o principio de tudo é o domínio da técnica, as cores, a aplicação, dominar as cores, é técnica.


LUCIANO SANTOS ITAQUI - Alguns artistas curtem ouvir músicas durante o processo criativo, com você funciona da mesma forma? E na sua playlist o que não pode faltar? 
AMANDOS SELL - não tem importância a música, eu prefiro o silêncio, as vezes Bethoven e  Mozart , gosto dos clássicos, só não gosto muito de ópera, você tem que entender a história, se você não sabe a história não tem graça ouvir ópera.

LUCIANO SANTOS ITAQUIComo você definiria a palavra talento? 
AMANDOS SELL - O talento nasce com a pessoa , se eu não tivesse desenvolvido o meu talento eu hoje estaria um operário aposentado, todo mundo tem um talento, as vezes a pessoa não descobre, é uma questão de procurar  e trabalhar em cima deste talento, desenvolver, todo mundo tem um talento não importa o que seja, pode ser um padeiro, pode ser um pintor de parede, mas ele tem que ter talento pra isso, não é qualquer um que sabe pintar uma parede, pintar sabe, mas aí exige uma técnica, uma experiência , um conhecimento.

Amandos Sell Joinville



LUCIANO SANTOS ITAQUI -  Como funciona a sua cabeça, no momento de começar uma obra? Existe uma sequência racional ou seu processo é totalmente intuitivo? 
AMANDOS SELL - Eu vou criando, as vezes eu acho que não está bom, aí em apago começo tudo de novo,eu tenho que procurar o equilíbrio do quadro, porque nada nasce pronto, tudo tem que ser criado, eu já fiz quadros que na época eu não gostei, ficou anos e anos, eu percebia que ninguém ia comprar, então eu modifiquei o quadro, ficou mais ou menos na estrutura  porém com outras definições, eu acabei vendendo o quadro logo depois. Tem muita coisa que você faz, e mais tarde você pensa que poderia ter feito de outra forma, aí eu penso como mudar se agora esse quadro já foi em várias exposições, daí eu não mexo mais, é o processo criativo do artista que está sempre funcionando não para nunca.

LUCIANO SANTOS ITAQUI - O que te inspira no dia a dia? 
AMANDOS SELL - Tudo me inspira, embora você não seja artista 24 horas, você tem que resolver outras coisas, então tudo vem como inspiração, quando eu estou na arte eu me inspiro mais. As vezes estou na rua resolvendo outras coisas tenho uma ideia, as vezes eu guardo, e muitas vezes foge, perco, deveria andar com um bloco. Me inspiro mais quando estou no meu ateliê criando.

LUCIANO SANTOS ITAQUI -  Que mensagem você deixaria para os jovens que sonham em ingressar nas artes? 
AMANDOS SELL Persistência , procurar melhorar sempre o seu trabalho, a preocupação do artista é procurar aperfeiçoar cada vez mais, embora esteja bom as vezes, sempre tem um um jeito de conseguir fazer melhor, deixar melhor o trabalho, isso é importante. Por mais que seja difícil, persistir é a minha mensagem.

LUCIANO SANTOS ITAQUI - Deixe uma mensagem final ao nosso blog.
AMANDOS SELL - A entrevista foi ótima, eu acho que esse blog vai ser muito bom, que cada vez mais tenhamos esse tipo de divulgação nas artes, muito obrigado , parabéns pra vocês e sucesso ao blog!


Amandos Sell Joinville

Currículo de Amandos Sell

1974

IV Coletiva de Artistas de Joinville - Casa da Cultura - Joinville, SC
Artistas Catarinenses - Galeria Oca - São Paulo, SP
Individual no Festival de Inverno de Itajaí, Banco do Brasil - Itajaí, SC
Artistas Primitivos Catarinenses - Clube Sírio Libanês - Rio de janeiro, Museu de Arte de Santa Catarina - Florianópolis, SC e Csa da Cultura - Joinville ,SC

1975

V Coletiva de Artistas de Joinville - Casa da Cultura - Joinville, SC
Individual - Casa do Artista - Blumenau, SC
Instituto e Criatividade Popular - MEC/Museu de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ


1976

VI Coletiva de Artistas de Joinville - Casa da Cultura - Joinville, SC
Individual - Sala Especial da Sra. Ridgway - Rio de Janeiro, RJ
VI Coletiva de Artes Plásticas Barriga Verde - Teatro Carlos Gomes, Galeria Açu-Açu - Blumenau, SC
Individual- Museu de Arte de Joinville- Joinville SC


Amandos Sell Joinville


1977

VII Coletiva de Artistas de Joinville - Museu de Arte de Joinville,SC
Joinville Visão da Criatividade - Museu de Arte Contemporânea do paraná - Curitiba, PR

1978

VIII Coletiva de Artistas de Joinville - Museu de Arte de Joinville - Joinville SC
XXII Salão dos Novos - Menção Honrosa - Diretoria de Assuntos Culturais - Curitiba,PR

1979

Artistas de Joinville - Langenhagem - Alemanha
Panorama Catarinense de Arte Pan'Arte 79 - Prêmio Aquisição - CITUR - Camboriú, SC
Individual - Galeria de Arte Lascaux - Joinville, SC

1980

X Coletiva de Artistas de Joinville - Museu de Arte de Joinville - Joinville,SC
Gente da Terra - Artistas Primitivos Nacionais - Paço das Artes - São Paulo,SP
Individual - Centro Hispano-Americano - Atenas - Grécia
1° Salão de Naifs e Primitivas - Paço das Artes - São paulo,SP

1981

XI Coletiva de Artistas de Joinville - Museu de Arte de Joinville - Joinville,SC
Primeira Triangular - Museu de Arte de Joinville - Joinville e Florianópolis,SC

1982

XII Coletiva de Artistas de Joinville - Museu de Arte de Joinville - Joinville,SC

1983

XIII Coletiva de Artistas de Joinville - Museu de Arte de Joinville - Joinville,SC


Amandos Sell Joinville


1984

Coletiva de Artistas Catarinenses - Teatro Nacional de Brasilia, DF
Arte de Santa Catarina - Fundação Armando Álvares Penteado - São Paulo,SP

1985

Panorama Catarinense de Arte/Pintura 84 - Museu de Arte de Santa Catarina - Florianópolis,SC

1986

XVI Coletiva de Artistas de Joinville - Museu de Arte de Joinville - Joinville,SC

1987

Coletiva "Terra da Gente" - Pintura Primitiva - Casa de Arte Brasileira - Campina,SP

1988

Prêmio Listel
XVIII Coletiva de Artistas de Joinville - Museu de Arte de Joinville - Joinville,SC

1989

XIX Coletiva de Artistas de Joinville - Museu de Arte de Joinville - Joinville,SC

1990

XX Coletiva de Artistas de Joinville - Museu de Arte de Joinville - Joinville,SC


Amandos Sell Joinville


1991
XXI Coletiva de Artistas de Joinville - Museu de Arte de Joinville - Joinville,SC

1992

XXII Coletiva de Artistas de Joinville - Museu de Arte de Joinville - Joinville,SC

1993

Individual no Centro Cultural Brasil- Estados Unidos - Joinville,SC

1994

Exposição Individual " Tradições 20 anos de Arte de Amandos Sell" - Galeria Municipal de Arte Victor Kursancew - Casa da Cultura - Joinville,SC

2000

XXX Coletiva de Artistas de Joinville - Galeria Municipal de Arte Victor Kursancew e Museu de Arte de Joinville - Joinville,SC

2001

Exposição comemorativa aos 150 anos da cidade de Joinville - Espaço DICAVE - Joinville,SC

2003

Capa da Lista telefônica Guia Fácil, de Joinville,SC

2004

Coletiva da cidade - 33ª edição de artistas de Joinville - AAPLAJ e Museu de Arte de Joinville,SC 
Exposição Individual Amandos Sell 30 anos - Retrospectiva - Museu de Arte de Joinville,SC
Exposição Individual Amandos Sell 30 anos - Espaço Lindolf Bell - CIC - Florianópolis,SC
Coletiva de artistas Catarinenses - Honfleur - França - Regards Du Brésil - promoção: Fundação Caarinense de Cultura e Museu de Arte de Santa Catarina



Amandos Sell e Luciano Santos Itaqui
Fotos: Flaviano Ribeiro




2005

Exposição Individual Amandos Sell 30 anos  na AAPLAJ - Cidadela Antártica - Joinville,SC
Exposição Coletiva de Artistas da AAPLAJ -Arte Dohler Club - Joinville,SC
Exposição Coletiva de Artistas Naifs Brasileiros - 1° Encontro Nacional de Arte Naif - Galeria Municipal de Arte - Blumenau,SC
Exposição Coletiva de Artistas Naifs Brasileiros - Um Olhar sobre a Arte Naif Brasileira -  Centro Empresarial do Aço - São Paulo,SP 
Exposição Coletiva de Artistas Naifs Brasileiros -Espaço Lê Boucainville - Alphaville, São Paulo, SP

2006

Concertação (com o escultor Mario Avancini) - Espaço Cultural Governador Celso Ramos - Florianópolis, SC

2017

Exposição Dois Olhares Sobre Joinville , com Ademar Cesar e também lançamento do Livro de Fernanda Ortiz - Museu de Arte de Joinville, SC


O blog ARTES VISUAIS EXPOSIÇÕES EM JOINVILLE  agradece a participação do ARTISTA PLÁSTICO AMANDOS SELL, e deixa este espaço sempre livre para divulgação de seus trabalhos e suas futuras exposições!
Gosto muito do trabalho do Amandos, quando morava em Porto Alegre já conhecia e apreciava o belo trabalho deste artista, que com certeza é motivo de orgulho para todos os Joinvilenses. Parabéns Amandos, um forte abraço deste admirador de seu talento, sucesso e VIVA A ARTE!!!!